segunda-feira, 12 de maio de 2008

Falando sobre Linux

O que é Linux

por Augusto Campos

Este artigo responde a diversas dúvidas comuns de novos usuários, desenvolvedores interessados, ou alunos às voltas com trabalhos acadêmicos. Entre as questões, estão incluídas:

O que é Linux
. Linux ou GNU/Linux
. O kernel Linux
. O sistema operacional Linux (ou GNU/Linux)
. Como fazer download ou adquirir o Linux

e muitas outras. Ao final há um guia de referências adicionais sobre o assunto. Leia também O que é uma distribuição de Linux e a FAQ BR-Linux - Lista de Perguntas Freqüentes.

O que é Linux

Linux é ao mesmo tempo um kernel (ou núcleo) e o sistema operacional que roda sobre ele, dependendo do contexto em que você encontrar a referência. O kernel Linux foi criado em 1991 por Linus Torvalds, então um estudante finlandês, e hoje é mantido por uma comunidade mundial de desenvolvedores (que inclui programadores individuais e empresas como a IBM, a HP e a Hitachi), coordenada pelo mesmo Linus, agora um desenvolvedor reconhecido mundialmente.

Linus Torvalds

O Linux adota a GPL, uma licença livre - o que significa, entre outras coisas, que todos os interessados podem usá-lo e redistribuí-lo. Aliado a diversos outros softwares livres, como o KDE, o GNOME, o Apache, o Firefox, os softwares do sistema GNU e o OpenOffice.org, o Linux pode formar um ambiente moderno, seguro e estável para desktops, servidores e sistemas embarcado.



Acima você vê 4 telas do sistema operacional Linux em ambiente PC desktop. Mas o sistema funciona em dezenas de outras plataformas, desde mainframes até relógios de pulso, passando por várias arquiteturas: Intel, StrongARM, PowerPC, Alpha etc., com grande penetração também em dispositivos embarcados, como handhelds, PVR, vídeogames e centrais de entretenimento.

Linux ou GNU/Linux?

A Free Software Foundation advoga que o sistema operacional formado pelo núcleo Linux e o conjunto de utilitários e aplicativos que incluem aqueles desenvolvidos pelo seu projeto GNU deve ser chamado de GNU/Linux, e não simplesmente de Linux. A questão tem sido objeto de intensos debates há anos, sem que um posicionamento geral e definitivo seja alcançado.

Naturalmente a posição da FSF não é a única existente. São conhecidas as declarações de Linus Torvalds (que acharia interessante a existência de uma distribuição chamada GNU Linux e mantida pelo projeto GNU), de Eric Raymond e de John Dvorak, entre outros. Há ainda uma interessante citação da própria FSF afirmando que um nome como GNU/X11/Apache/Linux/TeX/Perl/Python/FreeCiv seria absurdo, portanto é necessário estabelecer um limite. Mas, diz ela, “Não pode ser justo dar todo o crédito para uma contribuição secundária (Linux) enquanto se omite a contribuição principal (GNU).” Outra citação digna de nota vem de um editorial do veterano Linux Journal: “Talvez Richard Stallman esteja frustrado porque Linus recebeu as glórias por ter feito aquilo que Stallman pretendia fazer.”

kernel Linux
(inclui trechos da Wikipédia)

Inicialmente, o kernel Linux foi desenvolvido como um hobby por Linus Torvalds (então um estudante) com o objetivo de desenvolver seu próprio sistema operacional “Unix-like” que rodasse em processadores Intel 80386. Linus chegou a estudar o Minix, um sistema similar de autoria do famoso acadêmico Andrew Tanenbaum, mas não ficou satisfeito com a arquitetura deste (que não era um software livre, inclusive) e resolveu criar o seu próprio sistema. O projeto Linux foi publicamente lançado em 1991 em uma famosa mensagem para a Usenet.

Tux, o logo e mascote do Linux

Hoje o Linux é um kernel híbrido monolítico. Drivers de dispositivo e extensões do kernel tipicamente rodam com acesso total ao hardware, embora alguns rodem em espaço de usuário. Ao contrário dos kernels monolíticos padrão, os drivers de dispositivo são facilmente configurados como módulos, e carregados e descarregados enquanto o sistema está rodando. Também ao contrário de kernels monolíticos padrão, drivers de dispositivo podem ser pré-inseridos sob certas condições. Essa última característica foi adicionada para corrigir o acesso a interrupções de hardware, e para melhorar o suporte a multiprocessamento simétrico.

Embora Linus Torvalds não tenha tido como objetivo inicial tornar o Linux um sistema portável, ele evoluiu nessa direção. Linux é hoje, na verdade, um dos kernels de sistema operacional mais portados, rodando em sistemas desde o iPaq (um computador portátil) até o IBM S/390 (um volumoso e altamente custoso mainframe), passando por várias arquiteturas: Intel, StrongARM, PowerPC, Alpha etc., com grande penetração também em dispositivos embarcados, como handhelds, PVR, vídeogames e centrais de entretenimento.

De qualquer modo, é importante notar que os esforços de Linus foram também dirigidos a um outro tipo de portabilidade. Portabilidade, de acordo com Linus, era a habilidade de facilmente compilar aplicativos de uma variedade de origens no seu sistema; portanto o Linux originalmente se tornou popular em parte devido ao esforço para que fosse fácil fazer com que códigos de aplicativos disponíveis para outros sistemas (inclusive no Unix e no sistema GNU) rodassem no Linux.

Hoje, Linus Torvalds continua a dirigir o desenvolvimento do kernel, enquanto outros subsistemas (como ferramentas de desenvolvimento, ambientes gráficos e aplicativos) são desenvolvidos independentemente. A tarefa de integrar todos estes componentes para formar um sistema completo é desempenhada pelas empresas e organizações que mantêm distribuições de Linux.

O sistema operacional Linux (ou GNU/Linux)
(inclui trechos da Wikipédia)

Logo que Linus Torvalds passou a disponibilizar o Linux, ele apenas disponibilizava o kernel (núcleo) de sua autoria juntamente com alguns utilitários básicos. O próprio usuário devia encontrar os outros programas, compilá-los e configurá-los e, talvez por isso, o Linux tenha começado a ter a fama de sistema operacional apenas para técnicos. Foi neste ambiente que surgiu a MCC (Manchester Computer Centre), a primeira distribuição Linux, feita pela Universidade de Manchester, na tentativa de poupar algum esforço na instalação do Linux.

Hoje em dia, um sistema operacional Linux completo (ou uma “distribuição de Linux”) é uma coleção de softwares (livres ou não) criados por indivíduos, grupos e organizações ao redor do mundo, tendo o Linux como seu núcleo. Companhias como a Red Hat, a Novell/SUSE, a Mandriva (união da Mandrake com a Conectiva), bem como projetos de comunidades como o Debian, o Ubuntu, o Gentoo e o Slackware, compilam o software e fornecem um sistema completo, pronto para instalação e uso.

As distribuições de GNU/Linux começaram a ter maior popularidade a partir da segunda metade da década de 1990, como uma alternativa livre para os sistemas operacionais Microsoft Windows e Mac OS, principalmente por parte de pessoas acostumadas com o Unix na escola e no trabalho. O sistema tornou-se popular no mercado de servidores, principalmente para a Web e servidores de bancos de dados, inclusive no ambiente corporativo - onde também começou a ser adotado em desktops especializados.

No decorrer do tempo várias distribuições surgiram e desapareceram, cada qual com sua característica. Algumas distribuições são maiores outras menores, dependendo do número de aplicativos e sua finalidade. Algumas distribuições de tamanhos menores cabem em um disquete com 1,44 MB, outras precisam de vários CDs, existem até algumas que tem versões em DVD. Cada uma tem seu público e sua finalidade.

Veja também a questão O que é uma distribuição de Linux.

Download ou aquisição do Linux

Embora provavelmente a forma mais fácil de obter o Linux seja através dos CDs distribuídos como brinde em diversas revistas nacionais (escolha sempre uma versão recente!), o jeito mais fácil de obter sua cópia sem desembolsar nada a mais é através do download de imagens ISO, que são arquivos (geralmente por volta de 650MB cada um) trazendo o conteúdo completo de um CD-ROM, prontos para serem gravados em um CD, permitindo assim que você obtenha cópias idênticas de um CD original. Verifique na ajuda do seu programa favorito de gravação de CDs como fazer para gravar a partir de uma imagem ISO - quase todos os programas populares dispõem deste recurso, e a operação em geral é simples.

Algumas distribuições (como o Knoppix e o brasileiro Kurumin) são especialmente disponibilizadas na forma de Live CDs, capazes de rodar diretamente do CD e dispensando instalação no disco de seu computador - é uma boa forma de ter seu primeiro contato.

Como o Linux é um software livre, a maior parte dos produtores disponibiliza imagens ISO contendo exatamente o mesmo conteúdo dos CDs vendidos em lojas ou na Internet, e você pode fazer o que quiser com elas - até mesmo gravar em CDs para revendê-las (e se você quiser comprar CDs deste tipo, lojas virtuais brasileiras como a Tempo Real e a LinuxMall estão à disposição). Quando se trata de Linux, este tipo de cópia e revenda não é irregular nem anti-ético, pois é da essência do software livre.

Você pode procurar suas imagens ISO no site de sua distribuição preferida - às vezes será necessário fazer o download de mais do que uma imagem, e em outros casos o download da primeira imagem é obrigatório, e o das outras é opcional. Raras são as distribuições que não disponibilizam imagens ISO de instalação.

Se preferir, procure no site linuxiso.org, cuja especialidade é apontar links para imagens ISO dos CDs das distribuições de Linux do mundo todo.

Como se trata de um download grande (uma distribuição em 3 CDs corresponde a quase 2GB de dados), certifique-se de ter espaço suficiente no seu HD, e utilize um bom gerenciador de download.

Veja também o artigo Escolhendo, obtendo e gravando o Linux: como fazer o download ou comprar.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Informática na Educação

Amigos,

Este é um belíssimo vídeo que aborda o tema Informática na Educação.
Devemos estar preparados porque este é um caminho sem volta.

Desejo a todos um ótimo final de semana

beijinhos

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O que é... continuação.

... UM FOTOBLOG?



Um flog (também fotolog, fotoblog ou fotoblogue) é um registo publicado na World Wide Web com fotos colocadas em ordem cronológica, ou apenas inseridas pelo autor sem ordem, de forma parecida com um blog. Ainda pode-se colocar legendas retratando momentos bons de lazer. É parecido com um blog mas a diferença é predomina fotos ao invés de texto.

A palavra é uma abreviação de fotolog, que por sua vez surge da justaposição de "foto" e "blog" (do inglês, diário).

O flog conta com algumas ferramentas para classificar informações técnicas a seu respeito, todas elas sendo disponibilizadas na Internet por servidores exclusivos ou usuários comuns.

Os sistemas de criação e edição de flogs são muito atrativos pelas facilidades que eles têm, pois não é preciso ter conhecimento de HTML, o que atrai pessoas a criá-los, ao invés de seus sites pessoais.

Num flog, o principal objetivo é compartilhar imagens de maneira interativa, já que as pessoas que visitam o site geralmente podem fazer comentários, sugestões ou críticas.

Para alguns, os flogs consistem apenas de uma maneira de mostrar fotos aos amigos e família, enquanto outras pessoas o tratam com um caráter mais profissional, com produções técnicas mais elaboradas. O tom varia de acordo com o autor, exatamente como um blog.

De espaço para divulgação de fotos pessoais, artes plásticas ou composites de modelos, os flogs têm criado multidões de usuários e fãs. Os chamados floggers, normalmente adolescentes, criam encontros e geram celebridades instantâneas, reconhecidas nas ruas e que dão, inclusive, autógrafos. Grandes empresas chegaram a contratar alguns desses usuários como embaixadores de sua marca junto ao público jovem. Em 2007 a página Fotolog.com divulgou a página Flog que recebeu maior visita desde a abertura do site.

... UM SITE?



Um site(português brasileiro) ou sítio(português europeu) é um conjunto de páginas Web, isto é, de hipertextos acessíveis geralmente pelo protocolo HTTP na Internet. O conjunto de todos os sites públicos existentes compõem a World Wide Web. As páginas num site são organizadas a partir de um URL básico, onde fica a página principal, e geralmente residem no mesmo diretório de um servidor. As páginas são organizadas dentro do site numa hierarquia observável no URL, embora as hiperligações entre elas controlem o modo como o leitor se apercebe da estrutura global, modo esse que pode ter pouco a ver com a estrutura hierárquica dos arquivos do site.

Alguns sites, ou partes de sites, exigem uma subscrição, com o pagamento de uma taxa, por exemplo, mensal, ou então apenas um registo gratuito. Os exemplos incluem muitos sites pornográficos, partes dos sites de notícias, sites que fornecem dados do mercado financeiro em tempo real e a Enciclopédia Britânica.

...MSN Messenger?



MSN Messenger é um programa da mensagens instantâneas criado pela Microsoft Corporation. O programa permite que um usuário da Internet se relacione com outro que tenha o mesmo programa em tempo real, podendo ter uma lista de amigos "virtuais" e acompanhar quando eles entram e saem da rede. Ele foi fundido com o Windows Messenger e originou o Windows Live Messenger.

O pioneiro nesse tipo de aplicação foi o ICQ que em 1997 revolucionou o conceito de mensagens instantâneas online. Porém nos últimos anos o MSN tem conquistado cada vez mais adeptos em Portugal (embora na Europa o mensageiro mais utilizado continue a ser o ICQ) e se tornou líder do segmento no Brasil, onde é consistentemente um dos programas mais baixados nos sites de downloads locais.

O sucesso do MSN Messenger pode ser explicado por ele ser integrado ao serviço de e-mail Hotmail, por ser incluso com o Windows XP e por ter uma intensa publicidade junto ao público jovem. Também tem como concorrente o Yahoo! Messenger, outro serviço igualmente integrado a e-mail.

...PICASA?



Picasa é um programa de computador que inclui a edição digital de fotografias e cuja função principal é organizar a coleção de fotos digitais presentes no computador, de forma a facilitar a procura por fotografias específicas por parte do usuário do software. Foi criado pela empresa Picasa, Inc., adquirida em julho de 2004 pelo Google. A partir de então, a empresa norte-americana passou a oferecer o programa gratuitamente em sua página na Internet.

... Google?



Google Inc. (NASDAQ: GOOG) é o nome da empresa que criou e mantém o maior site de busca da internet, o Google Search. O serviço foi criado a partir de um projeto de doutorado dos então estudantes Larry Page e Sergey Brin da Universidade de Stanford em 1996. Este projeto, chamado de Backrub, surgiu devido à frustração dos seus criadores com os sites de busca da época e teve por objetivo construir um site de busca mais avançado, rápido e com maior qualidade de ligações. Brin e Page conseguiram seu objetivo e, além disso, apresentaram um sistema com grande relevância às respostas e um ambiente extremamente simples.

Uma das propostas dos criadores do Google era ter uma publicidade discreta e bem dirigida para que o utilizador perca o menor tempo possível, sem distrações.

... Cadê?



O Cadê? (atualmente, Yahoo! Cadê?) foi a primeira empresa brasileira no ramo de buscadores, sendo fundado em meados de setembro de 1995 por Gustavo Viberti e Fabio Oliveira; hoje é um site de busca pertencente ao Yahoo! Brasil. A busca localiza além de páginas na web, imagens, vídeos, notícias e produtos em um shopping virtual. Cadê também contou com um serviço de e-mail próprio (@cade.com.br).

... Flickr?



Flickr é um site da web de hospedagem e partilha de imagens fotográficas (e eventualmente de outros tipos de documentos gráficos, como desenhos e ilustrações), caracterizado também como rede social. O Flickr permite a seus usuários criarem álbuns para armazenamento de suas fotografias e entrarem em contato com fotógrafos variados e de diferentes locais do mundo. No começo de 2005 o site foi adquirido pela Yahoo! Inc.

O Flickr é considerado um dos componentes mais exemplares daquilo que ficou conhecido como Web 2.0, devido ao nível de interatividade permitido aos usuários. O site adota o popular sistema de categorização de arquivos por meio de tags (expressão em inglês que poderia ser traduzida como etiquetas).

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O que é...

...UM WIKI?



Os termos wiki (pronunciado /uíqui/ ou /víqui/) e WikiWiki são utilizados para identificar um tipo específico de coleção de documentos em hipertexto ou o software colaborativo usado para criá-lo.

O termo "Wiki wiki" significa "super-rápido" no idioma havaiano. Já em maori Wiki significa "fim-de-semana". É também a forma diminutiva de Wikitoria, versão Maori do popular nome cristão Victoria.

Chamado "wiki" por consenso, o software colaborativo permite a edição coletiva dos documentos usando um sistema que não necessita que o conteúdo tenha que ser revisto antes da sua publicação.

Wiki (com um 'W' maiúsculo) e WikiWikiWeb são por vezes usados para se referir ao Portland Pattern Repository, primeiro wiki; os proponentes desta utilização sugerem a utilização de um 'w' minúsculo para distinguir o conceito. Porém, a utilização de diferenciação através de tipos maiúsculos e minúsculos é problemática em função deste tipo de uso não ser aceite nas linguagens humanas.

Exemplos:

Wikipédia - A enciclopédia livre (versão portuguesa),

Wikibooks - Livros criados de forma colaborativa.

...UM FÓRUM?



Fórum de discussão é uma ferramenta para páginas de Internet destinada a promover debates através de mensagens publicadas abordando uma mesma questão.

Os fóruns de discussões basicamente possuem duas divisões organizacionais, a primeira faz a divisão por assunto e a segunda uma divisão desse em tópicos. As mensagens ficam ordenadas decrescentemente por data, da mesma forma que os tópicos ficam ordenados pela data da última postagem.

Exemplo:

1.Hardware.com.pt - Fórum dedicado à informática.

2.Forum de discussão Ciência Viva

...UM BLOG?



Um weblog, blog ou blogue é uma página da Web cujas atualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Estes posts podem ou não pertencer ao mesmo gênero de escrita, referir-se ao mesmo assunto ou ter sido escritos pela mesma pessoa.

O weblog conta com algumas ferramentas para classificar informações técnicas a seu respeito, todas elas são disponibilizadas na internet por servidores e/ou usuários comuns. As ferramentas abrangem: registro de informações relativas a um site ou domínio da internet quanto ao número de acessos, páginas visitadas, tempo gasto, de qual site ou página o visitante veio, para onde vai do site ou página atual e uma série de outras informações.

Os sistemas de criação e edição de blogs são muito atrativos pelas facilidades que oferecem, pois dispensam o conhecimento de HTML, o que atrai pessoas a criá-los.

Em que situações é útil o uso de blogs em Educação?

fONTE: Blog na educação

O uso das novas ferramentas tecnológicas online deve ter sempre em conta as limitações e potencialidades destas, para que de facto exista uma mais valia na sua aplicação. Portanto, o seu uso e escolha depende, em grande parte, dos objectivos a que nos propomos.

Os blogs à semelhança de outras ferramentas têm vantagens e desvantagens que serão abordadas em futuros posts.

Podem ser criados e geridos por professores (individualmente ou em grupo), por alunos (individualmente, por grupos de trabalho, ou por turmas) e até simultaneamente por professores e os seus alunos. O público-alvo de um blog destes poderá ser professores, alunos, pais, comunidade educativa em geral, e pode até não ter um público-alvo específico. De qualquer forma o conteúdo fica acessível a todos os que visitem o blog.

Possíveis usos dos blogs em Educação:

Apresentação das várias etapas de um projecto educativo de um ou mais professores;
Preparação de encontros em Educação;
Reflexão em torno de temas educativos;
Apresentação de projectos/trabalhos realizados por alunos (em grupo ou individualmente);
Criação de um jornal escolar online;
Divulgação das actividades de um clube de escola;
Apoio a um disciplina.

... UM CHAT?



O chat é uma ferramenta que permite conversar com pessoas que se encontrem nas mais diversas partes do mundo em tempo real. Ou seja, no chat, assim que você digita uma palavra ou texto, a informação chega aos outros alunos instantaneamente, e vice-versa.

... UM E-MAIL?



E-mail, correio-e(em Portugal, correio electrónico), ou ainda email é um método que permite compor, enviar e receber mensagens através de sistemas eletrônicos de comunicação. O termo e-mail é aplicado tanto aos sistemas que utilizam a Internet e são baseados no protocolo SMTP, como aqueles sistemas conhecidos como intranets, que permitem a troca de mensagens dentro de uma empresa ou organização e são, normalmente, baseados em protocolos proprietários.

...UM ORKUT?



O Orkut (ou orkut) é uma rede social filiada ao Google, criada em 24 de Janeiro de 2004 com o objetivo de ajudar seus membros a criar novas amizades e manter relacionamentos. Seu nome é originado no projetista chefe, Orkut Büyükkokten, engenheiro turco do Google. Tais sistemas, como esse adotado pelo projetista, também são chamados de rede social. É a rede social com maior participação de brasileiros, com mais de 23 milhões de usuários. [2]

Nota sobre o nome: apesar de Orkut ser um nome próprio, na programação visual do site (títulos e logos) a palavra está em minúscula (orkut).

... UM POP-UP?



O pop-up é uma janela extra que abre no navegador ao visitar uma página web ou acessar uma hiperligação específica. A pop-up é utilizada pelos criadores do sítio para abrir alguma informação extra ou como meio de propaganda.

Algumas empresas começaram a desenvolver softwares e barras de ferramentas (barra de ferramentas) com bloqueio de pop-ups, principalmente sítios de busca como o Google, Yahoo e MSN. Depois de um tempo, os navegadores já vinham com a opção de bloquear as janelas indesejadas no próprio navegador, como o Firefox, Opera, Netscape e Internet Explorer 6 SP2. Mesmo assim os pop-ups continuam, usando em vez de códigos HTML, códigos em Flash e em Javascript que são muito mais difíceis de serem bloqueados.

... VIRUS DE COMPUTADOR?



Em informática, um vírus de computador é um programa malicioso desenvolvido por programadores que, tal como um vírus biológico, infecta o sistema, faz cópias de si mesmo e tenta se espalhar para outros computadores, utilizando-se de diversos meios.

A maioria das contaminações ocorrem pela ação do usuário executando o arquivo infectado recebido como um anexo de um e-mail. A segunda causa de contaminação é por Sistema Operacional desatualizado, sem a aplicação de corretivos, que poderiam corrigir vulnerabilidades conhecidas dos sistemas operacionais ou aplicativos, que poderiam causar o recebimento e execução do vírus inadivertidamente.

Ainda existem alguns tipos de vírus que permanecem ocultos em determinadas horas, entrando em execução em horas especificas.

CONTINUAREMOS AMANHÃ. BOA NOITE A TODOS!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Web 2.0 - Experiência rica do usário



A Web 2.0 é o termo dado para definir as características que a Web vem adquirindo.Nesse novo campo o usuário ganha uma relevância até então não declarada. Compartilha músicas, edita textos, cria blogs, divulga fotos e vídeos, utiliza o auto-serviço.

Assim funciona a arquitetura de participação, em que os usuários recebem confiança e espaço para que possam interagir de maneira mais efetiva no meio virtual. Isso porque, percebeu-se que seria muito mais produtivo ter os usuários como aliados, do que como meros espectadores, uma vez que estes podem também enriquecer o conteúdo da Web.

Para que isso se tornasse possível algumas mudanças aconteceram. As interfaces tiveram que ser modificadas, possibilitando facilidade na editoração e produção de conteúdo. As barreiras de restrições diminuiram e os softwares viraram serviços de beta contínuo (constante desenvolvimento e apromoramento, sem necessidade de lançamento).

Rede coorportativa, como pode-se atribuir a Web 2.0, trouxe o usuário como seu ponto central, pois é a chave que faz o sistema funcionar, que decide o que deve ou não ser modificado, o que faz realmente o uso da Web. Deste modo, podemos perceber que a importância de todos nós, “consumidores de serviços online”, irá cada vez mais se acentuar.



Fonte: Gabriela Steigleder

terça-feira, 15 de abril de 2008

A evolução do computador


Funtasticus

EVOLUÇÃO DOS COMPUTADORES

Fonte: Brasil Escola

A partir de 1975, dizemos que os computadores entraram na sua quarta geração (e estão até hoje). Encontram-se nesta geração os que caracterizam-se por circuitos integrados em longa escala, LSI ( produzidos pela Intel ).

1975

Em fevereiro, Bill Gates e Paul Allen desenvolvem a versão mais aperfeiçoada da linguagem Basic (criada em 1963, no Darthmouth College) para microcomputadores, o Visual Basic. As linguagens anteriores eram adequadas aos grandes e médios computadores. Em abril, a dupla funda a Microsoft, que se torna a maior e mais importante companhia de software do mundo.

- A primeira rede comercial foi implantada, que era equivalente à ARPANET.
- Foi anunciado o Altair 8800, baseado em um microprocessador da Intel 8080.
- Lee Felsentein inventou o VDM (módulo de indicador visual).
- Foi lançado o Tandem-16, o primeiro computador para transação on-line de processos.

1976

- Steve Wozniak e Steve Jobs terminam o projeto do micro Apple I, o primeiro microcomputador feito para ser vendido em grande escala, e fundam a Apple Computer Company.
- The Cray I notabilizou-se como o primeiro processador vetorial comercial.
- Gary Kildall desenvolveu o CP/M, um sistema operacional para computadores pessoais.

1977

- Surge o Commodore PET (Personal Eletronic Transactor), um dos primeiros computadores pessoais que foi lançado no ano.
- O Apple II apresenta características inovadoras: circuito impresso em sua placa-mãe, fonte de alimentação, teclado e cartuchos para jogos.
- Aparece mais um computador pessoal, o Tandy Radio Shack's (TRS-80), que vende no primeiro ano mais de 10 mil unidades.
- O governo dos EUA adota o padrão de encriptografia de dados da IBM (chave para destravar mensagens codificadas, que servem para proteger os dados confidenciais dentro de suas agências).

1978

- O VAX 11/780, da Digital Equipment Corporation, caracterizou-se por ser uma máquina capaz de processar até 4.3 gigabytes de memória virtual, provando ser o mais rápido dos minicomputadores da época.
- O disco flexível de 5 ¼" transformou-se na medida padrão de software para computadores pessoais, logo após que a Apple e o Tandy Radio Shack's adaptaram seus softwares para este formato.

1979

- A Motorola inventa um microprocessador, o 68000, que se mostra mais veloz que os concorrentes.
- Daniel Bricklin e Robert Frankston, programadores da Universidade Harvard, desenvolvem um programa que transforma os computadores comerciais em pessoais, o Visicalc.

1980

- O primeiro Hard Disk Drive para microcomputadores é capaz de armazenar cinco megabytes de dados. Foi produzido pela Seagate Technology.
- A Phillips desenvolve o primeiro disco óptico de armazenamento de dados. Tinha uma capacidade sessenta vezes maior que o disco de 5 ¼".
- Um computador habilitado com alto desempenho na busca de informações é inventado por John Shoch, da Xerox.

1981

- A IBM lança o PC-5150, o antecessor de todos os micros existentes. Tinha 64 Kbytes de memória e velocidade de 4,77 megahertz. O MS-DOS foi o software utilizado pelo PC-5150, o que proporcionou uma aliança entre a IBM e a Microsoft
- O primeiro computador portátil é lançado, o Osborne I.
- A primeira estação de trabalho, a DN100, foi desenvolvida pela Apollo Computer. Sua capacidade era superior a muitos micros de preço equivalente.

1982

- O lotus 123 é desenvolvido por Mitch Kapor para o PC da IBM.
- O filme "Tron", da Disney, fez com que a utilização dos gráficos gerados por computadores em filmes sofresse um aumento.

1983

- A Apple desenvolve o primeiro computador pessoal com interface gráfica.
- A Compac lança seu primeiro PC com software da IBM.
- O Windows e o Word são apresentados pela Microsoft.
- O MIDI (Musical Instrument Digital Interface) foi introduzido na North American Music Manufactures em L.A.

1984

- A Apple lança o Macintosh, o primeiro computador com mouse e interface gráfica. A utilização do disquete de 3 ½" cresceu devido à sua utilização no Macintosh.
- A IBM lança o PC-AT, mais rápido que o original, tornou-se um grande sucesso por seu ótimo desempenho e grande capacidade de armazenamento.
- Willian Gigson inventa o termo Ciberespaço, no livro Neuromancer.

1985

- A Microsoft lança uma versão do Windows e do Word que rodam em computadores Macintosh.
- A Internet ganha força com a ligação de cinco grandes computadores de universidades americanas com o NFSNET.
- O mercado de CDs de música aumenta com a alta capacidade de armazenamento de CD-ROMs.
- A linguagem de programação C++ surge e domina a indústria de computação.

1986

- O estudo sobre a Inteligência Artificial é impulsionado quando Daniel Hillis desenvolve o conceito de conexões paralelas.

1987

- A IBM lança o PS/2 fabricado com drives de 3 1/2”.
- Willian Alkinson projeta o Hypercard (software que simplifica o uso do computador em aplicações domésticas)
- O microprocessador 68030 da Motorola é desenvolvido.

1988

- A companhia NeXT é fundada por Steve Jobs, que foi o co-fundador da Apple.
- Tin Toy, da Pixar, ganha o Oscar de melhor desenho animado em curta metragem utilizando os recursos de animação de computadores.

1989

- A Intel e a Motorola lançam novos processadores com mais de um milhão de transistor
- O jogo SimCity é lançado. Ele utiliza diversos dispositivos de simulação.
- Realidade Virtual foi o tema da convenção de Siggraph´s.

1990

- Há uma atualização do Windows. O Windows 3.0, que foi lançado em 22 de maio, é compatível com o DOS.
- Nasce a World Wide Web do desenvolvimento do HTML.

1991

- Uma aliança entre a Apple, a IBM e a Motorola produz o Power PC.

1992

- A versão 3.1 do Windows chega às lojas.
- O candidato à vice-presidência dos EUA, Al Gore lidera um projeto para permitir a entrada de qualquer cidadão à Internet.

1993

- O Pentium, da Intel, é lançado. Tem 3,1 milhões de transistor, memória de 4 gigabytes e velocidade de 66 megahertz.
- O PC 486 da IBM incorpora o Windows 3.1.

1994

- O Netscape Communications é fundado e o primeiro browser torna-se disponível, criando um crescimento de surfistas na Web.

1995

- "Toy Story" é o primeiro longa feito totalmente com animação de computador.
- O Windows 95 é lançado.
- A linguagem Java é descoberta.
- a Netscape amplia suas conexões na Internet.

1996

- O Pentium Pro é lançado.

1997

- O Netscape Navigator 2.0 é o primeiro browser com suporte para o Java Script.
- Um computador de IBM, o Deep Blue, ganha do campeão mundial de xadrez Gary Kasparov.

1998

- É lançado o Pentium II.
- A versão do Windows 98 chega às lojas.

1999

- O Linux é lançado pelo finlandês Linus Torevald.

2000

- A Intel lança uma quantidade limitada de Pentium III. É apresentado o Windows 2.000
- É apresentado o Windows Millenium

2001

- O Linux Kernel é lançado.
- O Pentium 4 é apresentado

2002

- É apresentado o Windows XP

2006

- O Pentium Duo Core é Apresentado
- O Windows Vista é apresentado em versões de teste.

IMAGENS DO FUNTASTICUS great stuff.daily










INFORMÁTICA

Renato Sabbatini


Calculadora científica eletromecânica Monroe (1960)

Era muito usada por ser capaz de extrair raizes quadradas e por ter memórias de acumulação.


Olivetti Programma 101, primeira calculadora programável européia.
Usava cartões magnéticos. Produzida a partir de 1968.

Tinha a "fabulosa" memória RAM de 100 bytes, era programável em uma linguagem própria, e tinha como grande atrativo "saber" fazer raiz quadrada ! A memória auxiliar era na forma de compridos cartões magnéticos.



IBM-1130 já tinha uma memória muito melhor de 16 K. O disco rígido era um monstrengo de 45 cm de diâmetro e armazenava 2 megabytes. Achávemos, na época, que era praticamente impossível alguém ter um programa que ocupasse tanto espaço.... O sistema operacional dele (não se chamava DOS, pois era baseado em cartões perfurados) tinha 2 K de tamanho (comparem com os 40 megas do Windows 95) e era muito eficiente.

Tinha-se fazer fila para entregar seus pacotinhos de cartões perfurados (o teclado só podia ser usado pelo operador), e que demorava 24 horas para dar o resultado impresso (geralmente errado...).

...Foi nesse computador que aprendi a programar em FORTRAN, e desenvolvi meus primeiros sistemas profissionais. Um deles, um pacote de análise de comportamento, tinha 19.000 cartões perfurados.


Cartão perfurado de 80 colunas da IBM

terça-feira, 8 de abril de 2008

Falando sobre WEB



FALANDO SOBRE WEB

Extraído do A internet para novos cibernautas
A Web, tal como a Bíblia, é tudo para toda a gente e diferente para cada pessoa.
Para uns, a Internet é um suporte profissional e um meio de trabalho à distância que permite trocar informações, enviar e receber decisões, trabalhar em equipa, no isolamento do lar, controlar os aparelhos de informática a partir de outros terminais ou computadores e recolher e tratar dados.

Para outros, esta rede é um instrumento de poder, manipulação política, pressão sobre os governos ou sobre as populações, um instrumento de lobby, um meio de comunicação e divulgação, uma arma muito mais poderosa do que um jornal pois é internacional.



Para muita gente, é um lugar de divertimento e de satisfação de desejos e de lazer, um espaço onde podemos encontrar infinitas páginas de sexo – por vezes, as mais inovadoras realizações de marketing na Web – entrar em jogos de diversos tipos, desde o xadrez às corridas de automóveis, passando pelos jogos de cartas de múltiplos parceiros, com adversários em todo o mundo, um lugar de combate à solidão e um espaço de criação de amizades, etc.

Para as empresas e muitos particulares, este é um dos hipermercados virtuais predilectos de produtos como livros, mapas, discos, e de serviços como os de consultoria, informação e notícias, etc.

Para os defensores das causas mais nobres como a solidariedade, a paz, a igualdade, os direitos humanos, etc, este é um dos espaços mais utilizados nos últimos anos, nomeadamente na defesa da independência, liberdade de expressão e de acção de povos oprimidos como o de Timor.

Mas este recurso é também o local predileto de intervenção de novas formas de manipulação, chantagem, espionagem e banditismo, de elevada especialização e qualificação, difíceis de apanhar e controlar, o refúgio seguro para muitas das principais organizações criminosas do Globo e o cantinho de segurança de indivíduos com poucos escrúpulos.

Podemos, para começar, dizer que acima de tudo é talvez uma grande teia de informação multimédia em hipertexto, graças à qual se pode escolher uma palavra destacada numa determinada “página” e obter assim uma outra “página” com informação relacionada (em princípio...); as “páginas” podem conter texto, imagens, sons, animações, etc.



World Wide Web: plataforma de publicação electrónica

Mas antes de tudo, a Internet hoje confunde-se com uma plataforma de publicação electrónica – a cor, a imagens, as fotografias, os quadros e gráficos, os textos, os sons, os filmes animados a interactividade, a relação cara a cara, todos estes elementos da comunicação multimédia fazem parte do nosso imaginário e vão-se transformando numa necessidade da própria vida quotidiana.
Nunca o homem tinha conseguido realizar tão bem os seus sonhos de comunicação mais exigentes antes de inventar a World Wide Web. A Web baseia a sua existência numa linguagem comum que permite integrar os diversos elementos de comunicação já referidos: o hipertexto.

Com base neste código e na definição de protocolos homogéneos de transferência de dados, foi possível criar um sistema de funcionamento baseado na relação interactiva cliente/servidor, na qual qualquer indivíduo, recorrendo a um terminal de visualização (computador, televisão, telemóvel...), um aparelho de conversão de dados (modem), uma linha de transferência de impulsos eléctricos (telefone, cabo, satélite, ...), que permite aceder a material disponibilizado noutro computador, desde que se conheça os mecanismos de utilização, os códigos de acesso e os processos de utilização da Internet.

Desde os primeiros tempos em que a Web era uma montra de informação essencialmente do meio universitário e, em alguns casos, de organismos estatais ou não governamentais mais voluntaristas, até aos dias de hoje, um processo temporal curto mas muito acelerado transformou-a na mais importante “enciclopédia” mundial, actualizada a todos os segundos, no maior labirinto de informação jamais existente noutro momento da nossa história comum e numa publicação mundial permanentemente disponível.

Desde os primeiros lexias mais elementares, feitos à imagem dos livros em que o texto era o carácter mais forte da comunicação e o fundo não tinha trabalho nenhum de imagem, passou-se cada vez mais a um apuramento constante da qualidade da comunicação visual, auditiva e sensorial de apresentação de informação que só os mais experimentados e qualificados conseguem explorar em toda a sua plenitude. Actualmente, a Web é a grande imagem de marca da Internet. É nela que os principais órgãos de comunicação mundial fazem a grande aposta, as empresas internacionais gastam milhões de dólares e todo o agente que pretende uma projecção e visibilidade mundiais investe as suas poupanças.

BROSERS



Os browsers são os programas utilizados para descodificar a informação na World Wide Web apresentando normalmente uma interface gráfica intuitiva.

São aplicações informáticas que permitem “navegar” através da Web (usa-se a palavra “navegar”, porque, tal como nos parece que é a terra que anda à volta do céu e não o contrário, quando se consulta informação na Web, a sensação que se tem é a de que nós “andamos” por ela, ou através dela, e não que a informação vem até nós, que é o que efectivamente ocorre) e simultaneamente contêm capacidades multimédia, como por exemplo visualizar texto e gráficos ou mesmo vídeos. Permitem também “saltar” entre documentos e sítios da Web.

Por outro lado, graças à sua sofisticação crescente, são cada vez mais plataformas para correr todo o tipo de aplicações, normalmente fazendo uso de telecomunicações e do facto de estarem concebidos para aceder aos recursos de servidores, independentemente da sua localização.

O browser é um cliente normalmente utilizado para consultar informação disponibilizada em servidores Web. A capacidade do browser de mostrar adequadamente a informação a que acede depende da sua capacidade de descodificação da mesma, o que por sua vez depende do padrão de codificação utilizado pelos criadores do web site a que se pretende aceder. Por exemplo, para mostrar adequadamente a informação disponível neste web site, podem utilizar-se os browsers Netscape Navigator e Internet Explorer (ambos na versão 3 ou superior, embora algumas características só apareçam correctamente, se se utilizar versões a partir da 4). O browser responsável pela explosão de popularidade da Internet a partir de 1994 chama-se Mosaic, e foi principalmente criação de Marc Andreesen, então um estudante universitário norte-americano. Entre outras possibilidades actuais neste campo, há mesmo um browser norueguês.



O Mosaic foi o pioneiro visível desta aventura, graças à sua popularidade inicial. A maior parte da malta que o criou (“malta”, porque se tratava sobretudo de jovens estudantes) fundou uma empresa chamada Netscape, que produziu o primeiro browser “comercial”, o Navigator (este browser também era distribuido gratuitamente aos consumidores finais individuais, mas dentro de uma lógica empresarial bem definida), com extraordinário sucesso.

A Microsoft entendeu este sucesso como uma potencial ameaça. O Navigator não era uma simples ferramenta para “navegar” na Web. Desde cedo, com o anúncio da inclusão de suporte para o Java, uma linguagem de programação com características especiais – e a sua disponibilidade para diversos sitemas operativos, em pé de igualdade com o Windows – o browser da Netscape posicionou-se como uma potencial plataforma para correr todo o tipo de aplicações, num quadro em que o Windows poderia eventualmente, ainda que num futuro longínquo, vir a ser mais ou menos irrelevante.

A Microsoft usou toda a sua enorme capacidade de desenvolvimento para criar um browser diferente e melhor, utilizando a sua sagaz e comprovadamente eficaz técnica “embrace & extend”: neste caso, desenvolver um browser que incluisse todas as características fundamentais do Navigator, acrescidas de mais umas quantas preciosidades que o outro não incluisse. A estratégia resultou – em 3 anos, a Netscape deixou de ser uma empresa independente, e o Internet Explorer – assim se chama o browser da Microsoft – passou a ser o produto mais utilizado para “internetar”.

Mas há de facto outros browsers, dos quais se destacam um produto norueguês, que não é gratuito mas possui algumas virtualidades recomendáveis (o Opera), tal como a rapidez em processar e mostrar conteúdos; e o NeoPlanet, que funciona sobre o Internet Explorer, melhorando algumas das suas características (nomeadamente, o aspecto!).

Hoje em dia, tanto o Navigator como o Explorer são disponibilizados no quadro de um pacote de programas de programas integrados que incluem funcionalidades para além do browsing, nomeadamente alguns dos restantes serviços que a Internet proporciona, destacando-se o correio electrónico, os newsgroups e algumas soluções de groupware, entre outros.

Em princípio qualquer browser recente permite sem mais auxiliares ver texto, imagens e imagens animadas. Para ouvir som necessita de auxiliares de software (programas como o Real Audio/Video, que depois de instalados, funcionam transparentemente com o browser) e obviamente de uma placa de som (e provavelmente colunas) instaladas no seu computador, sendo os formatos mais poderosos para ouvir som na Internet, para além do Real Audio, o MP3 e o maravilhoso QuickTime, da Apple.

Já para ver vídeo o browser só por si não chega. Há vários formatos de vídeo utilizados na Internet e para experimentar cada um necessita do software auxiliar respectivo que normalmente é importado, se assim o entenderem os utilizadores, na primeira vez que consultam uma página que o contenha (tanto o Real como o QuickTime incluem capacidade para mostrar segmentos de vídeo).

Para além destes auxiliares dos browsers (chamados “plug-ins”) há outros específicos, para determinadas aplicações, nomeadamente para apresentações 3D ou para consultar mapas.
Também nos browsers recentes pode-se consultar e interagir com conteúdos enriquecidos com Java ou JavaScript. Estes conteúdos incluem programas que correm no seu computador.