terça-feira, 8 de abril de 2008

Falando sobre WEB



FALANDO SOBRE WEB

Extraído do A internet para novos cibernautas
A Web, tal como a Bíblia, é tudo para toda a gente e diferente para cada pessoa.
Para uns, a Internet é um suporte profissional e um meio de trabalho à distância que permite trocar informações, enviar e receber decisões, trabalhar em equipa, no isolamento do lar, controlar os aparelhos de informática a partir de outros terminais ou computadores e recolher e tratar dados.

Para outros, esta rede é um instrumento de poder, manipulação política, pressão sobre os governos ou sobre as populações, um instrumento de lobby, um meio de comunicação e divulgação, uma arma muito mais poderosa do que um jornal pois é internacional.



Para muita gente, é um lugar de divertimento e de satisfação de desejos e de lazer, um espaço onde podemos encontrar infinitas páginas de sexo – por vezes, as mais inovadoras realizações de marketing na Web – entrar em jogos de diversos tipos, desde o xadrez às corridas de automóveis, passando pelos jogos de cartas de múltiplos parceiros, com adversários em todo o mundo, um lugar de combate à solidão e um espaço de criação de amizades, etc.

Para as empresas e muitos particulares, este é um dos hipermercados virtuais predilectos de produtos como livros, mapas, discos, e de serviços como os de consultoria, informação e notícias, etc.

Para os defensores das causas mais nobres como a solidariedade, a paz, a igualdade, os direitos humanos, etc, este é um dos espaços mais utilizados nos últimos anos, nomeadamente na defesa da independência, liberdade de expressão e de acção de povos oprimidos como o de Timor.

Mas este recurso é também o local predileto de intervenção de novas formas de manipulação, chantagem, espionagem e banditismo, de elevada especialização e qualificação, difíceis de apanhar e controlar, o refúgio seguro para muitas das principais organizações criminosas do Globo e o cantinho de segurança de indivíduos com poucos escrúpulos.

Podemos, para começar, dizer que acima de tudo é talvez uma grande teia de informação multimédia em hipertexto, graças à qual se pode escolher uma palavra destacada numa determinada “página” e obter assim uma outra “página” com informação relacionada (em princípio...); as “páginas” podem conter texto, imagens, sons, animações, etc.



World Wide Web: plataforma de publicação electrónica

Mas antes de tudo, a Internet hoje confunde-se com uma plataforma de publicação electrónica – a cor, a imagens, as fotografias, os quadros e gráficos, os textos, os sons, os filmes animados a interactividade, a relação cara a cara, todos estes elementos da comunicação multimédia fazem parte do nosso imaginário e vão-se transformando numa necessidade da própria vida quotidiana.
Nunca o homem tinha conseguido realizar tão bem os seus sonhos de comunicação mais exigentes antes de inventar a World Wide Web. A Web baseia a sua existência numa linguagem comum que permite integrar os diversos elementos de comunicação já referidos: o hipertexto.

Com base neste código e na definição de protocolos homogéneos de transferência de dados, foi possível criar um sistema de funcionamento baseado na relação interactiva cliente/servidor, na qual qualquer indivíduo, recorrendo a um terminal de visualização (computador, televisão, telemóvel...), um aparelho de conversão de dados (modem), uma linha de transferência de impulsos eléctricos (telefone, cabo, satélite, ...), que permite aceder a material disponibilizado noutro computador, desde que se conheça os mecanismos de utilização, os códigos de acesso e os processos de utilização da Internet.

Desde os primeiros tempos em que a Web era uma montra de informação essencialmente do meio universitário e, em alguns casos, de organismos estatais ou não governamentais mais voluntaristas, até aos dias de hoje, um processo temporal curto mas muito acelerado transformou-a na mais importante “enciclopédia” mundial, actualizada a todos os segundos, no maior labirinto de informação jamais existente noutro momento da nossa história comum e numa publicação mundial permanentemente disponível.

Desde os primeiros lexias mais elementares, feitos à imagem dos livros em que o texto era o carácter mais forte da comunicação e o fundo não tinha trabalho nenhum de imagem, passou-se cada vez mais a um apuramento constante da qualidade da comunicação visual, auditiva e sensorial de apresentação de informação que só os mais experimentados e qualificados conseguem explorar em toda a sua plenitude. Actualmente, a Web é a grande imagem de marca da Internet. É nela que os principais órgãos de comunicação mundial fazem a grande aposta, as empresas internacionais gastam milhões de dólares e todo o agente que pretende uma projecção e visibilidade mundiais investe as suas poupanças.

BROSERS



Os browsers são os programas utilizados para descodificar a informação na World Wide Web apresentando normalmente uma interface gráfica intuitiva.

São aplicações informáticas que permitem “navegar” através da Web (usa-se a palavra “navegar”, porque, tal como nos parece que é a terra que anda à volta do céu e não o contrário, quando se consulta informação na Web, a sensação que se tem é a de que nós “andamos” por ela, ou através dela, e não que a informação vem até nós, que é o que efectivamente ocorre) e simultaneamente contêm capacidades multimédia, como por exemplo visualizar texto e gráficos ou mesmo vídeos. Permitem também “saltar” entre documentos e sítios da Web.

Por outro lado, graças à sua sofisticação crescente, são cada vez mais plataformas para correr todo o tipo de aplicações, normalmente fazendo uso de telecomunicações e do facto de estarem concebidos para aceder aos recursos de servidores, independentemente da sua localização.

O browser é um cliente normalmente utilizado para consultar informação disponibilizada em servidores Web. A capacidade do browser de mostrar adequadamente a informação a que acede depende da sua capacidade de descodificação da mesma, o que por sua vez depende do padrão de codificação utilizado pelos criadores do web site a que se pretende aceder. Por exemplo, para mostrar adequadamente a informação disponível neste web site, podem utilizar-se os browsers Netscape Navigator e Internet Explorer (ambos na versão 3 ou superior, embora algumas características só apareçam correctamente, se se utilizar versões a partir da 4). O browser responsável pela explosão de popularidade da Internet a partir de 1994 chama-se Mosaic, e foi principalmente criação de Marc Andreesen, então um estudante universitário norte-americano. Entre outras possibilidades actuais neste campo, há mesmo um browser norueguês.



O Mosaic foi o pioneiro visível desta aventura, graças à sua popularidade inicial. A maior parte da malta que o criou (“malta”, porque se tratava sobretudo de jovens estudantes) fundou uma empresa chamada Netscape, que produziu o primeiro browser “comercial”, o Navigator (este browser também era distribuido gratuitamente aos consumidores finais individuais, mas dentro de uma lógica empresarial bem definida), com extraordinário sucesso.

A Microsoft entendeu este sucesso como uma potencial ameaça. O Navigator não era uma simples ferramenta para “navegar” na Web. Desde cedo, com o anúncio da inclusão de suporte para o Java, uma linguagem de programação com características especiais – e a sua disponibilidade para diversos sitemas operativos, em pé de igualdade com o Windows – o browser da Netscape posicionou-se como uma potencial plataforma para correr todo o tipo de aplicações, num quadro em que o Windows poderia eventualmente, ainda que num futuro longínquo, vir a ser mais ou menos irrelevante.

A Microsoft usou toda a sua enorme capacidade de desenvolvimento para criar um browser diferente e melhor, utilizando a sua sagaz e comprovadamente eficaz técnica “embrace & extend”: neste caso, desenvolver um browser que incluisse todas as características fundamentais do Navigator, acrescidas de mais umas quantas preciosidades que o outro não incluisse. A estratégia resultou – em 3 anos, a Netscape deixou de ser uma empresa independente, e o Internet Explorer – assim se chama o browser da Microsoft – passou a ser o produto mais utilizado para “internetar”.

Mas há de facto outros browsers, dos quais se destacam um produto norueguês, que não é gratuito mas possui algumas virtualidades recomendáveis (o Opera), tal como a rapidez em processar e mostrar conteúdos; e o NeoPlanet, que funciona sobre o Internet Explorer, melhorando algumas das suas características (nomeadamente, o aspecto!).

Hoje em dia, tanto o Navigator como o Explorer são disponibilizados no quadro de um pacote de programas de programas integrados que incluem funcionalidades para além do browsing, nomeadamente alguns dos restantes serviços que a Internet proporciona, destacando-se o correio electrónico, os newsgroups e algumas soluções de groupware, entre outros.

Em princípio qualquer browser recente permite sem mais auxiliares ver texto, imagens e imagens animadas. Para ouvir som necessita de auxiliares de software (programas como o Real Audio/Video, que depois de instalados, funcionam transparentemente com o browser) e obviamente de uma placa de som (e provavelmente colunas) instaladas no seu computador, sendo os formatos mais poderosos para ouvir som na Internet, para além do Real Audio, o MP3 e o maravilhoso QuickTime, da Apple.

Já para ver vídeo o browser só por si não chega. Há vários formatos de vídeo utilizados na Internet e para experimentar cada um necessita do software auxiliar respectivo que normalmente é importado, se assim o entenderem os utilizadores, na primeira vez que consultam uma página que o contenha (tanto o Real como o QuickTime incluem capacidade para mostrar segmentos de vídeo).

Para além destes auxiliares dos browsers (chamados “plug-ins”) há outros específicos, para determinadas aplicações, nomeadamente para apresentações 3D ou para consultar mapas.
Também nos browsers recentes pode-se consultar e interagir com conteúdos enriquecidos com Java ou JavaScript. Estes conteúdos incluem programas que correm no seu computador.

Um comentário:

electro unr disse...

Muito obrigad pelo artigo gostei


http://sites.google.com/site/historiasobreossitesdebusca/historia-dos-navegadores-de-internet